domingo, 1 de fevereiro de 2009

Aproveitar...

Já cansei de ouvir que a vida é uma caixa de bombons. Que nunca saberemos o que vamos encontrar durante nossa mera existência como humanos. Já parou pra pensar quanto tempo perdemos pensando coisas assim? A vida, sinceramente, não é uma caixa de bombons: é um pote de dinamites com o pavio quase no talo.

Sofrimentos, dores, e crises. Parece que não acaba. Ás vezes, eu penso que o destino brinca com os meros mortais que habitam esse planeta. Será que nunca poderemos relaxar? Mesmo quando nos distanciamos para esfriar nossa mente, retomar a energia da nossa alma e refrescar nosso corpo, o retorno sempre é inevitável. E, como se não bastasse, traz consigo as três palavras inicialmente citadas no parágrafo.

Será que, algum dia, poderemos descansar? Espero que as milhões de lápides não estejam mentindo pra mim. Sempre quis saber o que acontece depois da morte. Em alguns momentos de auge, a curiosidade vence, por alguns segundos, até você perceber que não vale a pena. Não, não vale a pena. Se pensarmos bem, essas injúrias podem ser apenas a pista, e não o pódio. Nunca imaginei que diria isso, mas, quem sabe a vida seja uma caixa de bombons?

Surpresas. Quem não aprecia uma? Todos temos sentimentos e as surpresas pega-os desprevinidos. Isso dá uma certa força nas sensações, que são sempre extremas. Um singelo bebê, quando é surpreendido, solta gargalhadas. Um homem solitário, quando é surpreendido com, um amor, por exemplo, sente-se mais leve que o ar. E por assim adiante.

Mas há aquelas surpresas completamente indesejáveis. O susto que tomaram quando atiraram em Kennedy, por exemplo, pode ter beirado um ataque. É incrível como a vida tem seus altos e baixos, não? Acredito que todos nós, sem exceção, queremos uma coisa: Descansar em paz.

Assim, me pergunto...Seria a vida uma caixa de bombons, ou um pacote de dinamites á beira da explosão? Eu digo o que a vida é.

A vida é um caderno. Você é um lápis. E o mundo é uma sala de aula. Você pode escrever o que você quiser no caderno, mas não há volta. Além disso, você nunca vai mudar a sala de aula. Ela sempre será uma sala de aula. Resta você se adaptar á ela.

Se eu pudesse pedir qualquer coisa, nesse momento, o que eu pediria? Uma borracha.

L&S

3 comentários:

  1. É a merda da vida. Escrevemos sem apagar. Não podemos mudar o passado. Mas enquanto estivermos vivos teremos decepções e afins. O difícil é passar por tudo isso e ainda aproveitar. Conseguir ser feliz. Mesmo assim, acho que é melhor viver sofrendo do que morrer. Pensa bem, se voce morre, voce deixa de existir. Na minha humilde opinião não há nada mais pavoroso que isso. Quem dera eu fosse sofrer a eternidade no inferno. Eu ainda existiria, mesmo que de um jeito terrível. Mas o que nos espera não é nada agradável. É a inexistencia. É simplesmente isso, that's it, mate, game over. Então, meu caro, Carpe Diem, Carpe Noctem, Carpe Vita.

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  2. Não há nada mais pavoroso do que um fim de férias, que provavelmente moveu tanto o Linhares a escrever este post quanto o Mário a escrever o comentário aí de cima.

    A moleza acabou, leks.

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  3. A não existência tememos e ao banquete de opções divinas nos apegamos. Vivendo agarrados às utopias de felicidade nos arrastamos. Se olharmos para trás vemos um longo caminho com árvores sussurrantes e lobos famintos. Se olharmos para frente vemos um chão tão frágil quanto nossos sonhos. Vendamos os olhos e corremos sem nos dar a chance de pensar no som de vidro rachando... Seu blog tem coisas que lembram meus ensaios e meus contos brancos. Parabéns pelo blog.

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